Em determinado momento da história, os Cristãos se viram perseguidos pelos governantes. Havia ali os que, cumprindo ordens, assolavam a igreja, entravam pelas casas, arrastavam homens e mulheres, e os entregavam à prisão. Entre eles, havia um jovem destemido chamado Saulo que espalhava ameaças e mortes contra os discípulos de Jesus. Mas um dia Jesus o toma como um vaso escolhido, para levar o evangelho perante os gentios, e os reis, e os filhos de Israel.
É desse modo que Deus floresce na humanidade, sem acepção de pessoas, justificando cada um segundo o seu conhecimento e possibilidade. Quem mais poderia levar a palavra de Deus aos gentios não fosse um próprio gentio. A partir das viagens de Paulo de Tarso, as palavras do Senhor são pregadas por toda a terra. O homem pode sonhar ainda que nem tudo importe em tradução; Deus, porém, trabalha exclusivamente o que existe.
Jesus mesmo mostrou essa mensagem quando enfrentou o mundo malogrado para deixar-nos o legado de amor a Deus e ao próximo. O tempo de anunciar o evangelho é necessário para a construção da vinda de Cristo – sinal da vitória dos homens e mulheres bem-aventurados.
Sem Deus não há motivação de vida. O momento ou o dia que o Senhor espera está em cada um, pois as coisas que lhe são agradáveis ainda são mais agradáveis aos homens. A presença de Deus na vida daquele que conserva a sua palavra reproduz em qualquer situação um poder ao mesmo tempo extraordinário e comum. É o poder inabalável da fé que tudo vivifica. Mais ainda do que crer na fé vinda de Jesus é motivá-la para si e para o próximo.
“Assim, pois, irmãos, estai firmes e conservai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa. E o próprio Senhor nosso, Jesus Cristo, e Deus nosso Pai que nos amou e pela graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança, console os vossos corações e os confirme em toda boa obra e palavra.” (II Tessalonicenses, 2: 15-17).




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