Jesus falava aos seus discípulos em parábolas, histórias que remetem a outras realidades, para que soubessem da mensagem a cerca do Reino de Deus. As parábolas relatadas através do Evangelho tinham naquele tempo vários objetivos: difundir a palavra de Deus nas narrações que continham elementos habituais da vida daquela gente; aguçar a curiosidade própria do ser humano para a interpretação; e despertar algo que estava em cada um dos que as ouviam. A filosofia de vida que era tratada através dessas histórias se traduzia numa revolução para aquele tempo e lugar. Não raras vezes os discípulos de Jesus apelavam para que lhes fossem explicadas as parábolas.
Ouvindo as parábolas do Evangelho compreendi a necessidade de buscar algo que também estava em mim mesmo, que fui desprezando ano trás ano: a fé incipiente dos louros de minha infância e adolescência, que brotava das minhas primeiras orações realizadas diariamente. Logo fui esquecendo a disciplina dispensada naquelas orações. Só mais tarde despertei para o poder que partia daquelas palavras repetidas todas as noites, pois o que sou hoje foi trabalhado naquele tempo.
Atualmente, retornar à fonte antiga de poder e milagre tem sido o meu objetivo, como se abrisse a Bíblia e na minha frente surgisse o conselho para fazer a coisa certa: “Bebe a água da tua própria cisterna, e das correntes do teu poço”. (Provérbios, 5; 15). É nessas fortalezas que estão os meios para encontrar a fé necessária à vida digna e fiel ao Senhor.
Mas esta é também a história de muitas pessoas que do mesmo modo foram se afastando da fonte de água cristalina. Todavia, cada tempo que passa, urge o regresso a Deus. Por mais difícil que seja o problema, a solução está próxima e pode ser despertada com a fé que está dentro de cada um. Seja qual for a provação, entregue-se a Jesus com absoluta confiança. Ele é o caminho que conduz ao Pai.




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